O dia em que a terra parou: Impactos do coronavírus na logística e na economia

Gênio, subversivo, politizado, metafísico, filósofo, idealista e além de tudo um profeta. Raul Santos Seixas, famoso artista do cancioneiro autoral, foi alguém totalmente a frente do seu tempo.

E graças à crise causada pela pandemia do coronavírus (Covid-19), ele carimba de uma vez por todas seu passaporte para o Olimpo dos profetas mortos.

Raulzito, que afirmava ter nascido há dez mil anos atrás, em seu sétimo álbum; o dia em que a terra parou, de 1977 (43 anos atrás), profetizou sobre o tempo que estamos vivendo, através da música que leva o mesmo nome do seu álbum O Dia em que a Terra Parou:

Essa noite eu tive um sonho, de sonhador, Maluco que sou, eu sonhei… Com o dia em que a Terra parou (ôô), com o dia em que a terra parou (ôô)

…foi assim:

No dia em que todas as pessoas do planeta inteiro, resolveram que ninguém ia sair de casa, Como que se fosse combinado em todo o planeta, naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém” …

A música, que voltou ao topo das playlists tupiniquins, impressiona por tamanha assertividade profética.

O que sem dúvida nenhuma é capaz de fazer com que nomes como o do profeta Nostradamus se revolvam de inveja no túmulo.

Se por sorte ou não, o cantor e compositor brasileiro profetizou, e, no momento que digito essas linhas, mais de um terço da população mundial está em quarentena para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus.

Números que podem e tendem a aumentar conforme os dias vão passando.

Caos na saúde X Caos na economia

No Brasil e em outros países do mundo, entre eles algumas superpotências, as notícias sobre o caos na saúde e uma ressecção econômica ainda sem precedentes, ganham os jornais, as redes sociais e as conversas em volta das mesas. Em casa, claro.

O que causa divisão nas opiniões e gera uma enxurrada de memes sobre lockdowns (bloqueios) vertical ou horizontal (dá um Google aí!).

Tema esse, apresentado em primeira instância pelo The New York Times e, proferido no discurso do presidente Jair Bolsonaro (de certa maneira) na última terça-feira.

Apesar de achar que somos inteligentes o bastante para pensar nisso e naquilo (saúde e economia) em detrimento disso ou daquilo.

Não vou aqui entrar no mérito do certo ou errado, afinal, em tempos de tanta intolerância, se seu pensamento não é binário: esquerda ou direita, preto ou branco, vertical ou horizontal…você corre sérios riscos de ser rotulado como isentão, esquerdopata, bolsominion, coxinha, mortadela ou qualquer outra nomenclatura extremista.

Podendo ser ainda lançado na fogueira dos hereges pela inquisição moderna (que de moderna nada tem).

Dito tudo isso, vamos a ideia central de nossa conversa aqui, tentando entender sobre os impactos de todo esse pandemônio (perdoe-me o trocadilho) que estamos vendo na economia e na cadeia logística.

Uma crise nunca vista

O Coronavírus afeta diretamente cadeias globais de suprimentos, paralisa atividades, abala bolsas e interrompe a produção.

Nós podemos dizer que vivemos para contar aos nossos netos que vimos shoppings, lojas de rua, empresas, indústrias, academias, cidades inteiras e até países fechando suas portas.

Cá pra nós!

Se antes dessa pandemia alguém te falasse que a novela das oito seria cancelada? O domingão do Faustão passaria reprises? Partidas de futebol por todo o mundo seriam desmarcadas? Turnês de bandas famosas em estádios seriam cancelados? Que os teatros da Broadway e até a Disney seriam fechados? E pior, igrejas teriam sua programação de cultos suspensas, você acreditaria?

Nem eu.

Diria logo que o sujeito só podia estar delirando, pois, estamos diante de algo jamais visto entre os viventes.

No entanto, não se trata de um delírio.

É fato.

É o que estamos vendo e vivenciado na pele e na prática.

O impacto da pandemia na economia e na cadeia logística

O Banco Central (BC) já derrubou a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, que de expansão de 2,2% para zero.

No entanto, muito setores se prepararam e esperam retração econômica.

Algo natural, pois devido a disseminação do covid-19 em âmbito global, muitos países vem restringindo a circulação de pessoas como forma de retardar a disseminação do vírus e, dessa forma, reduzir a sobrecarga sobre os sistemas de saúde locais.

Ações necessárias para salvar vidas, mas que tem como efeitos colaterais a desaceleração e e, em muitos casos a paralisação de alguns setores da economia.

Importação e exportação de cargas:

Com o envio de mercadorias comprometido, armazéns e portos ficam cheios. O fluxo de navios partindo e chegando caem drasticamente. Causando assim, contração não só na chegada de produto acabado, mas também de insumos. O que prejudica pólos produtores por todo o país, a exportação e consequentemente retrai o comércio.

Acordos comerciais:

Muitos países estão com suas fronteiras fechadas. O que freia viagens de negócios entre Brasil e parceiros comerciais, comprometendo negociações econômicas e a logística de abastecimento de cadeias de suprimentos no Brasil e em seus parceiros.

Turismo:

Um setor que vem sofrendo perdas astronômicas na bolsa. Com a quarentena e diante da impossibilidade de ir e vir, as viagens cessam e o efeito cascata em toda cadeia é catastrófico para o turismo de negócios e de lazer:

Passagens aéreas não são compradas:

  • Carros deixam de ser alugados;
  • Táxis e motoristas de aplicativo deixam de faturar;
  • Hotéis grandes e pequenos estão vazios;
  • Casas para temporada também;
  • Companhias de seguro não vendem;
  • Cidades que vivem do turismo sofrem recessão antecipada.

Setor aéreo de carga:

Com aeroportos quase fechado e com a restrição apenas de produtos essenciais, o setor sofre com reduções drástica em seus volumes e prestadores de serviços que tem como carro chefe demandas advindas do setor, são afetadas na mesma proporção.

Agronegócio:

Apesar de ser um dos setores menos afetados, não ficará de fora das perdas devido as quedas das importações. Ainda que grande parte do setor está posicionado em bens essenciais, o que pode minimizar os impactos no tocante a produção, ao considerar a exportação do produto final, voltamos novamente a queda nas vendas.

Vendas on-line:

Com a quarentena, os hábitos foram reconfigurados, assim o setor de vendas online registrou na primeira quinzena de março um aumento de 40% em relação a 2019. Algo natural, visto que as pessoas estão em casa.

Contudo, as entregas podem sofrer com o isolamento social. Visto que, o ciclo da compra é composto de manuseios e entregas que demandam mão de obra. As empresas terão que se reinventar para que a logística não seja um impeditivo. Vale dizer ainda que diante de demissões em massa como estamos vendo, as pessoas por medo do amanhã, tendem a segurar os gastos.

Transporte rodoviário:

Com setores produtivos em queda e lojas físicas fechando, o transporte de cargas é imediatamente afetado. Nesse cenário a logística dos transportes enfrenta dois extremos:

1.    Alta demanda nos segmentos considerados essenciais como o alimentício, higiene pessoal e de medicamentos, porém, a falta de estrutura de apoio aos motoristas já é sentida.

2.    Baixo ou zero volume nos setores considerados “menos essenciais” e sem mão de obra para produzir, como: automotivo, moveleiro, brinquedos, vestuário, decoração, construção e etc.

Ainda não passamos pelo pior

Com a alta de dólar, quedas e instabilidade das bolsas, os preços na ponta sofrem variações. Influenciando diretamente no consumo. A desaceleração do consumo é gigantesca e tende a aumentar.

Se colocarmos em perspectiva as datas sazonais como páscoa, dia das mães e namorados, somada as perdas já acumuladas até aqui, talvez consigamos ter um vislumbre do que está por vir.

Algo catastrófico que gerará dezenas de milhões de desempregados.

A epidemia ainda está longe de ser controlada. Ela se espalha rapidamente por todo o mundo, atingindo todos os continentes. Já são mais de 100 países afetados.

Com estados e cidade declarando estado de emergência, atrelado ao apelo de que todos se tranquem em casa, e, ainda sem certezas sobre tempos de isolamento, não sabemos qual será o verdadeiro impacto e transformações no nosso estilo de viver e de fazer negócio.

É possível que a profecia de Raul Seixas, que já se cumpriu em partes, possa de fato ganhar escala global.

Fonte: Clube logistico

Três lições de BARACK OBAMA para logísticos e profissionais de sucesso

Via de regra, a vida não está nem aí para o seu planejamento. Essa é uma lição aprendida muito, mas muito cedo mesmo, logo quando os problemas insistem em complicar nosso dia a dia.

Na logística então…

Logo nos primeiros dias em uma operação você compreende essa máxima na prática, na pele, no coração. E, cá pra nós: haja coração.

A carga não coube no caminhão. O entregador perdeu o agendamento. A conta frete estourou. O caminhão não tem a licença. O cliente devolveu a carga. O motorista deu no-show. Caminhoneiros estão em greve. A carga foi roubada. A operação está engarrafada por falta de espaço. O transportador está cobrando as diárias. A nota não faturou completa. O estoque está “furado”. O produto estava vencido. O caminhão não é rastreado. A carga tá parada no posto fiscal. Faturou com o imposto errado. Etecetera, etecetera e etecetera.

Contratempos corriqueiros da logística

Na faculdade o profissional de logística aprendeu tudo sobre transporte, mercadoria, distribuição de produtos, planejamento, compras, negociação, estoque e matemática: como estatística, economia, finanças e probabilidade.

Ele certamente saberá calcular os prazos, o melhor custo benefício do material, a melhor maneira de transportar, se é necessário estoque grande ou não de acordo com o produto e os valores e saída do produto no mercado.

Mas e esses contratempos que aparecem?

Ele consulta a memória. Revisita as anotações. Pega os antigos livros e, de repente percebe que a solução pra esses problemas não estão lá. Ele até encontra o como fazer, de alguns desses processos, contudo, como resolver depois que deu errado não consta no protocolo.

Não se desespere ainda. Tá tudo dentro da normalidade.

A graduação nunca preparou profissionais para os problemas do mundo real. Apesar de se esforçar muito pra isso.

Quando saímos da faculdade achamos que estamos prontos, no entanto nos faltam competências que os americanos chamam de “soft skills”:

  • Tato e trato com as pessoas;
  • Inteligência emocional;
  • Liderança;
  • Trabalho em equipe;
  • Falar em público;
  • Negociar;
  • Ler pessoas e ambientes e outras tantas.

Existe uma travessia a ser feita ao sair da faculdade e ingressar no mercado de trabalho.

A TRAVESSIA

Podemos dizer que uma pequena ponte divide esses “dois mundos”. Desse modo, vamos nos apropriar da poesia do Racionais mc`s, que sabiamente diz que o mundo é diferente da ponte pra cá:

“Não adianta querer, tem que ser, tem que pá, O mundo é diferente da ponte pra cá, não adianta querer ser, tem que ter pra trocar. O mundo é diferente da ponte pra cá”…

Da ponte pra cá existe o mundo real. O mundo das intempéries. Da política. Do resultado.

Eu irei ajudá-lo a atravessar essa ponte. Não sozinho. Vou recorrer ao Barack Obama.

Na semana que escrevo esse texto ele esteve no Brasil em um evento chamado VTEX Day. Um dos maiores eventos de inovação digital do mundo.

O cara, como era de se esperar, surpreendeu positivamente.

Com um mote em educação, o 44º presidente americano falou da importância do investimento em educação, tecnologia e criatividade.

“Às máquinas vão fazer o trabalho repetitivo. Mas só as pessoas podem pensar e inspirar. Por isso temos que motivar os jovens a serem criativos. Os países que fizerem isso da melhor forma serão os mais bem sucedidos”.

O cara cobra em média US$400 mil doletas americanas por 90 minutos de palestra. Mas parece valer cada centavo. Entre tantas pérolas, da fala do Barack Obama capturei TRÊS INSIGTHS que sem dúvida nenhuma encurtarão o tamanho dessa ponte, facilitando muito sua travessia.

Bora lá?!

1 – UM BOM LÍDER SÓ TOMA DECISÕES MELHORES SE CONTAR COM UMA BOA VARIEDADE DE PESSOAS

Você só é tão bom quanto a equipe que você constrói. Garantiu o ex-presidente.

Estar em uma equipe plural, com variados backgrounds pode fazer toda a diferença em sua carreira.

“É junto dos bão que a gente fica mió”, era o que dizia Guimarães Rosa.
Pessoas diferentes de você veem o mundo de maneira diferente, assim, elas podem ver coisas que você não vê, melhorando a acuracidade dos acertos.

Portanto, como ninguém faz nada sozinho, ter uma equipe diversa: homens, mulheres, negros, brancos, nordestinos, sulistas, homossexuais e etc. Pode facilitar, e muito, na travessia.

2 – VOCÊ NÃO DEVE TER MEDO DE TER PESSOAS MAIS INTELIGENTES QUE VOCÊ NA EQUIPE.

Por ciúmes, medo de perder a posição ou mesmo por ego, fazemos cara de jogo e gostamos de aparentar ser o melhor da sala. Mas saiba de uma coisa: “Se você for o melhor da sala que está, você está na sala errada“.

Isso porque se já somos os melhores, iremos aprender com quem?

Estando em uma equipe sem perspectiva, profundidade, protagonismo (e que na maioria das vezes nem se dão conta disso) o que ganhamos com isso?

Podemos até nos sentir os astros da sala, contudo não haverá margem para evolução — seremos impreterivelmente o espelho desse meio.

Nós seres humanos somos precisamente produto do meio que vivemos. Goste você disso ou não. Seremos sempre, e, diretamente influenciados pelas opiniões, pontos de vista e atitudes das pessoas.

Logo, cerque-se de gente melhor que você. Obama disse que foi o que foi, pela equipe que tinha. E que em muitas ocasiões estava cercado de gente tão boa que nem sabia ao certo o que perguntar.

Nunca tenha medo ou preocupações de ter na equipe gente melhor que você.

3 – É PRECISO SE ACOSTUMAR A NÃO ACERTAR SEMPRE

Aqui está algo que me encanta, mas que, de determinado ponto de vista me amedronta.

O encantamento vem do fato de saber que as grandes mudanças no mundo acontecem no processo de tentativa e erro. É testando, provando, provocando, que encontramos as saídas para inovação. Logo, a palavra de ordem seria: não tenha medo de errar. Erre rápido, erre pequeno, até acertar o alvo.

Porém, o amedrontamento vem de saber que as empresas querem inovação, no entanto colocam pra fora os inovadores. Se quiser se aprofundar nesse tema escrevi um artigo bem bacana. Clica aqui.

Hoje, criatividade e inovação fazem parte da agenda de toda grande empresa. Pelo menos no campo das ideias. Só que como disse, o processo de inovação demanda tentativa e erro.

Se o ambiente não suporta falhas como poderão inovar?!

A pergunta pode ser retórica, mas exige uma resposta.

Segundo Obama, “as decisões são tomadas com base em probabilidade”:

— “Eu tinha que criar processos, testar ideais e teorias com base em dados e informações. Não podia ter certeza que estava tomando a melhor decisão, mas eu tinha que garantir que havia olhado tudo com cautela e cuidado para, naquele momento, fazer o que julgava ser o mais certo. Tinha que pensar em todas as variações, deixando o medo de lado”

Nunca vai haver uma resposta correta. É preciso decidir, escolher um caminho, testar. O que nem sempre dará certo.

Por outro lado, o presidente sugere que deve-se acompanhar todas as informações do mercado, dados e números do seu negócio.

Quando um problema surgir, você deve ser racional e calcular o que vale a pena fazer.

EM QUE PODEMOS APLICAR TUDO ISSO PENSANDO EM LOGÍSTICA?

É sério que fez essa pergunta?

Em tudooooo.

Como falamos, a grade curricular dos cursos, especialmente os de Logística, focam em preparar o futuro profissional para organizar, planejar e criar estratégias para as organizações, pensando no transporte, armazenamento de produtos e mercadorias, compras e estoque, supervisão e negociação com fornecedores.

O que é muito bom. Penso ser mesmo isso que esperamos. O problema está no que escrevi naquele artigo que sugeri acima.

“A academia fornece conhecimento, informação, formação. Saímos dela e acreditamos que estamos prontos, no entanto, logo virão os primeiros desapontamentos, decepções, desencantos, desencontros…

…o chefe dissimulado, a rádio peão, o jogo de puxar tapetes, falta de acuracidade entre o que aprendeu na teoria e aquilo que se vive na prática.

As indagações começam a surgir — não consigo gerar mudanças, inovação da medo, meu diretor não me entende, o dono não quer investir, não acreditam nos números, o time não me ouve, os motoristas me enganam.

As Leis são um escândalo, nada funciona. Os custos não batem, a conta não fecha, as pessoas não fazem. O mercado não ajuda, as vendas não acontecem, a sazonalidade acaba com a programação, a estimativa é um fiasco, o planejamento nem se fala…”.

De fato, “Da ponte pra cá antes de tudo é uma escola, minha meta é dez, nove e meio nem rola”.

Poético, não é?

Mais uma estrofe da já citada música dos Racionais. Que reverbera o que deve ser nosso desejo.

Quando a vida ignorar seu planejamento, e vai. Estar ao lado de pessoas incríveis, mais inteligentes que você te dará a coragem necessária pra tomar as decisões que tem que tomar.

Afinal, a vida é feita de decisões.

Fonte: Clube logistico

Como a AMAZON fez da logística seu grande diferencial competitivo

No exato momento em que acabar de ler esse texto, o careca estará muito, muito, mas muito mais rico do que estava quando começou a ler.

O cara é um tipo de Midas moderno transformando em ouro tudo o que toca.

Jeff Bezos fez da Amazon a “Golias” do comércio eletrônico; uma referência mundial em entregas rápidas e eficientes.

A companhia é uma das poucas privilegiadas a figurar no seleto grupo de empresas com valor de mercado superior a um trilhão de dólares.

A empresa que nasceu vendendo livros e hoje é conhecida como a loja de tudo, vendendo produtos de A a Z, tem a logística como grande responsável por todo seu sucesso.

E quem afirma isso é a própria Amazon:

A logística é o centro da experiência da Amazon. Nós entregamos milhões de produtos para centenas de países do mundo. Nossas equipes possuem uma ampla gama de habilidades e especialidades, da análise de negócios e gestão de estoques à engenharia.

A gigante americana só está entre o seleto grupo do um trilhão, porque entendeu que a cadeia de serviço se tornou mais importante que a própria cadeia de suprimentos, e, com essa ideia em seu DNA, vem proporcionando aos compradores, mais que simples aquisições de produtos; mas verdadeiras experiências.

Focada na experiência dos consumidores, a Amazon além de ter tudo em um só lugar e com toda tecnologia à disposição, tem também interface totalmente amigável, compra em um clique e qualidade de entrega de dar inveja na concorrência.

Facilidade em comprar atrelado à envio rápido é sem dúvida sua grande sacada, pois, em tempos de concorrência acirrada, as empresas que se destacam são aquelas que melhor se adaptam a clientes exigentes que prezam por experiências de compras personalizadas, rápidas, em transações seguras e com responsabilidade ambiental e social.

Primeiro a Amazon mudou o jeito de fazer compras, agora está mudando o jeito de fazer envios!
Listei cinco motivos que ajudaram a Amazon a alcançar seu tamanho e que podem te ajudar em seu negócio e carreira.

1 – Inteligência artificial e Big data

Com algoritmos que analisam o comportamento dos consumidores no site: suas compras anteriores, seu histórico de pesquisa, quantas vezes olhou o mesmo produto, o tempo com a pagina aberta e etc…

A Amazon consegue cruzar todos os dados, calculando a probabilidade de aquisição do produto, prevendo o comportamento ativo do cliente, podendo assim iniciar o processo de anticipatory shipping, em língua tupiniquim: entrega antecipada.

O produto pode ser embalado e enviado para a expedição. Deste modo, se o cliente efetivar a compra, o produto já estará pronto, garantindo experiência em rapidez e assertividade.

2 – Robôs inteligentes

Mais 100 mil robôs separadores (robôs chamados de Kiva que deslocam mais de 1 tonelada e os The Amazon com capacidade para levantar até 6 toneladas a 7 metros de altura) que potencializam os processos de movimentação e separação dos pedidos.

Abastem prateleiras, organizam os estoques e ajudam a diminuir os tempos de separação e preparação dos pedidos.

3 – Rapidez nas entregas

A Amazon vem também experimentado outros meios para suas entregas, como serviços de frete marítimo, táxis, bicicletas e até Drones entregadores que levam seu pedido até você em até duas horas depois da compra.

E para acabar com um sem número de reclamações sobre atrasos de entrega e deixar de depender exclusivamente de empresas como United Parcel Service (UPS) e FedEx (FDX), a Amazon investiu também em frota própria para entregar suas mercadorias a seus clientes.

Com todas essas inovações, ela conseguiu oferecer prazos menores que seus concorrentes gerando expressiva vantagem competitiva e gerando outra fonte de receita via logística atendendo também outros negócios.

4 – Estoques posicionados estrategicamente

Com mais de 80 Centros de distribuição, o departamento de logística da Amazon pensa estrategicamente unindo forças com o time de marketing e vendas para que seus centros de distribuição estejam próximos dos seus clientes.

E visando minimizar impactos com atrasos nas entregas estabelece de igual modo centros de triagem mais perto dos consumidores, para melhorar seus níveis de serviços e minimizar falhas nas entregas na última milha.

5 – Pessoas

Todas as mudanças de sucesso da Amazon se deve a equipes de alto nível, como em qualquer outro case de sucesso empresarial. E o nome por trás da revolução é Jeff Wilke, que levou para a área logística cientistas e engenheiros que, buscando ideias ousadas e inovadoras colocaram a Amazon na posição atual.

Gente sempre foi e sempre será o diferencial competitivo de qualquer negócio. E a própria Amazon afirma a importância de ter os melhores profissionais: “Nossas equipes possuem uma ampla gama de habilidades e especialidades, da análise de negócios e gestão de estoques à engenharia”.

***

O sucesso extraordinário da Amazon pode ser atribuído a apostas ousadas em criatividade e inovação, sempre se reinventando para atender seus clientes com agilidade, qualidade e preços justos.

Sua empresa não precisa necessariamente ser um Golias como a Amazon; detentora de toda essa expertise em tecnologia e inovação, mas, existem muitos aspectos a respeito da cadeia de logística da Amazon que pode te ajudar a alavancar suas vendas, reduzir seus custos e fidelizar seus clientes. Atente-se a elas.

Se você tem algo que faz diferente em seu processo logístico tão interessante como os citados, deixe seu comentário abaixo!

Fonte: Clube logistico

4 Ações na gestão do transporte que são fundamentais para o sucesso da empresa

Não foi só a invenção do fogo que mudou a vida das sociedades antigas. Desde a invenção da roda, é inegável a influência dos meios de transporte na vida humana, justamente porque encurtou distâncias e facilitou a vida das pessoas.

Você já parou para pensar no tempo que levaria ao visitar um parente ou amigo no outro lado da cidade, se tivesse que ir a pé? Ou ainda: já se perguntou quantos seriam os dias e noites necessários para ir de norte ao sul do país a cavalo? Pois bem, isso no mundo moderno é impensável.

A globalização e todas as mudanças trazidas pela 4ª Revolução Industrial mudaram não só o estilo de vida da sociedade, mas também seus comportamentos enquanto consumidores. Neste viés, o transporte, que já era importante, tornou-se ainda mais do ponto de vista da estratégia, marketing e de sustentabilidade do negócio.

Isso porque receber a compra mais rápido, com qualidade, na quantidade correta, sem avarias e no custo ideal, é o que espera esse novo consumidor.

Nesse sentido a logística de transportes é sem dúvida diferencial competitivo para manter clientes fiéis e conquistar novos, melhorar as vendas e manter-se competitivo e saudável no mercado.

A função do gestor no mundo moderno
Gestão é um conceito alicerçado em quatro pilares: planejamento, organização, liderança e controle – função básica de um gestor que busca tirar o melhor proveito das estruturas, das tecnologias, do capital e das pessoas para alcançar as metas do negócio no curto, no médio e no longo prazo.

Gestores organizacionais neste mercado competitivo do presente século devem ter a compreensão exata e profunda do gerenciamento, não só dos custos, mas de toda a estratégia da cadeia.

Porém, não é algo simples, escrever é mais fácil que vivenciar. Para a maioria dos gestores existem muitas interrogações:

Por onde eu começo? Como fazer do transporte um diferencial, como enxugar os custos sem comprometer o nível de serviço estabelecido ou como fazer da logística de transporte um fator de encantamento?

Comece pelo planejamento, organize-se, lidere um time com o coração e controle os processos e custos com as Quatro ações que considero fundamentais para o sucesso do transporte em sua empresa.

  1. Escolha bem o modal e o modelo

A escolha do modal e do modelo de transporte ideal implica em avaliar impactos nos níveis de serviços acordados com os clientes e minimização dos custos.

Na escolha da modalidade mais adequada ao transporte deve-se levar em conta fatores como custos, a velocidade de locomoção e a confiabilidade de fornecimento. Analise, portanto:

Custos: Composto de elementos fixos, baseados no tempo e nos elementos variáveis baseados na distância. Cada modalidade possui seus custos inerentes, sendo que o transporte aéreo é o de maior custo e o ferroviário o de menor.

Velocidade: Cada modalidade envolve o cronograma (lead time) para completar o processo de entrega e a distância na qual os produtos serão movimentados. A modalidade aérea é mais rápida que a marítima em relação às distâncias médio-longas.

Confiabilidade: Reflete a habilidade de entregar consistentemente no tempo declarado e acordado, numa condição satisfatória. Quando um serviço não é confiável, os clientes devem aumentar o inventário e, consequentemente seus estoques.

Como você sabe a missão do transporte é deslocar mercadorias ou pessoas de um ponto de origem para um ponto de destino, com qualidade e garantia sobre a integridade da carga e a confiabilidade no que diz respeito aos prazos.

Escolher o modelo é tão importante como a escolha do modal de distribuição. Invista tempo e estudo quando for definir a:

  • Entrega será fracionada ou lotação;
  • Entrega será compartilhada ou exclusiva;
  • Localização dos armazéns;
  • Operação de cross-docking ou transit-point;
  • Frota será própria ou terceira;
  • Separação e embalagem da carga (picking e packing);
  • Terceirização será total ou parcial da logística (o que impacta diretamente no transporte e entrega).
  1. Acordo comercial do transporte

No transporte uma negociação bem feita é vital para o sucesso do negócio (do embarcador e do transportador). Ao sentar em uma mesa as duas partes devem ter ciência que o a satisfação do cliente deve ser o foco de ambas as partes; uma questão de sobrevivência. Não é uma relação de venda comum, mas uma parceria de ganha-ganha.

É necessário que se tenha:

Transparência: Nem sempre é assim, contudo, para que uma parceria seja duradoura, as contas devem ser feitas com clareza (planilha aberta). O contratante do frete (embarcador ou equiparado) deve conhecer os custos envolvidos no transporte e as margens/Mark-up praticados pelo transportador.

Clareza quanto aos custos: Para que não haja ônus para nenhum dos lados e todos ganhem com um atendimento perfeito, é preciso entender que nenhuma operação é igual à outra. Os veículos não são os mesmos, a estrutura de operação também não, muito menos os custos com alugueis e salários.

Atenção que o produto transportado não tem o mesmo valor agregado (tipos de carga), a frequência da carga muda o valor cobrado, modelo de operação, tempo de carga e descarga, frequência de pagamento do frete, ineficiências, particularidades de clientes, região atendida (tem retorno ou não?) e etc. Tudo isso são premissas variáveis a considerar.

Contrato de prestação de serviços: O contrato de prestação de serviços formaliza o acordo e fortalece a parceria, trazendo garantias para as partes envolvidas. O embarcador tem a segurança da operação e o transportador terá condições para contração de créditos, investindo na frota para atendimento.

Um bom contrato com cláusulas claras que contemplem todas as variáveis do processo deve ser redigido e operacionalizado.

  1. Gestão da carteira de pedidos e roteirização

Gestão da Carteira: Atender com excelência, mantendo o nível de serviço estipulado deve ser o foco na gestão do transporte. Para isso a gestão da carteira de pedidos é um fator de extrema importância para o transporte.

Aqui, entre outras ações, se determina como e quando será atendido cada cliente: suas particularidades, tamanho do pedido determinando o perfil do veículo entregador e o agendamento da entrega.

Alguns problemas como os destacados abaixo podem ser identificados e tratados na gestão da carteira de pedidos:

  • Carga que não coube no caminhão na hora da coleta;
  • Paletização da carga (clientes estratégicos exigem paletização “customizada”);
  • Agendamento da entrega (agendar a entrega para o momento ideal evita perdas com diárias e reentregas);
  • Agendamento da coleta (a coleta do produto alinhado com a entrega evita gastos com diárias e armazenagens no transportador).

Roteirização: uma vez que as transportadoras, muitas vezes em uma mesma viagem, irão entregar produtos diferentes para vários clientes, ou até mesmo em várias fábricas. Deve-se utilizar a Roteirização das entregas.

Existem no mercado softwares para auxiliar na definição da rota mais adequada de entrega, de forma a reduzir os custos de logística.

A Roteirização é um método de busca, da melhor sequência de visitas a um determinado número de clientes, no interior de uma zona de coleta ou distribuição, ou seja, sequência “otimizada” de entregas e coletas de produtos.

O ideal é que a empresa de transportes de cargas fracionadas conte com um software integrado e amigável para auxiliar na gestão da entrega. Com a roteirização consegue-se:

  • Redução de distância para realizar a entrega;
  • Reduzir o tempo para realizar a entrega;
  • Redução dos custos da entrega;
  • Dimensionar a carga e a frota;
  • Racionalizar o uso da mão-de-obra;
  • Controle amplo e abrangente de todo processo de carga e descarga;
  • Economia de combustíveis;
  • Controle de manutenção de frota, etc.
  1. Composição correta dos custos

A conta frete é responsável por até 70% do custo logístico e 20% do custo total da empresa, eis um excelente motivo para dar a devida atenção que esta conta merece.
Cada operação deve ser colocada sob análise, para que se compreendam seus custos, cada detalhe pode mudar o custo do frete.

Compondo um frete
Ao fazer uso de uma metodologia adequada para cálculo do custo do frete, contribui-se para formação de preços justos, tanto para empresa dona da carga quanto para o transportador. Faz-se necessário o estudo dos custos operacionais, classificando os tipos de cargas e serem transportadas e o modal ideal para o atendimento.

Tarifas de composição do frete:

Frete peso (Se a carga for “volumosa”, pode-se considerar o volume no lugar do peso) – Parcela de maior relevância na composição do frete. É constituído da soma dos custos fixos e variáveis;

Custos fixos: Salários encargos sociais e benefícios de motoristas e ajudantes, remuneração mensal do capital, oficina, licenciamento, seguro do equipamento e a depreciação do veículo e do equipamento e etc.;

Custos variáveis: Combustível, pneus e recauchutagens, lavagem e graxas, lubrificantes, peças, acessórios e materiais de manutenção e etc.

Frete valor ou ad-valorem: O Ad Valorem é calculado em cima do valor da carga. Agrega seguro na mercadoria que não está assegurada quando não está em tráfego, assegura contra riscos de acidentes e avarias;

Despesas administrativas e de terminais (DAT), (GRIS) – Taxa de gerenciamento de risco, Taxas adicionais ou generalidades e Pedágio são cobranças que podem acabar com sua conta frete.

Fonte: Clube logistico